Perguntas, perguntas, perguntas...Respostas?
“Sócia de Duda sacou de conta de Valério”. É com esta manchete que a Folha de São Paulo abre hoje. Diz, ainda, na primeira página: “Zilmar Fernandes da Silveira, sócia do publicitário Duda Mendonça, aparece como sacadora de R$250 mil da conta da SMPB, agência de Marcos Valério de Souza, acusado de ser o operador do ‘mensalão’”. Bom, com essas informações, se verossímeis, estamos diante de um grande problema (óbvio). A minha primeira questão é: se pego o dinheiro, para que fins? Ademais, houve negociações ainda em campanha? Enfim, unamos as duas, por que do recebimento?
Em meio a toda essa campanha midiática de “mensalões”, malas, cuecas o governo federal tem feito de um tudo para se distanciar das acusações. Porém, se Dirceu esteve como ministro, ligado diretamente ao Gabinete Presidencial (não esqueçamos de sua função de costura política na Casa Civil), como que Lula não sabia do que acontecia em sua volta? Será que dinheiro cai do céu? Ou então, quais as atribuições do Presidente da República?
Infelizmente, não posso dar respostas, a isso já há uma CPI, para tentar obtê-las. No entanto, fica aqui minha indignação! Se o presidente Lula estiver envolvido com o esquema de pagamento de propina a deputados, será a História se repetindo. Demonstra-se-á que ainda vivemos numa democracia frágil, que o caso Collor não foi suficiente para aprendermos a vivência democrática.O problema definitivamente não é se Luiz Inácio está envolvido ou não; a grande celeuma é o tripé em que os brasileiros, muitas vezes, se impõem: Estado, Povo e Eu, como se não fôssemos parte do Povo, ‘Porque o povo é sofredor, é trabalhador...’; como se o Estado não fosse nossa representação: ‘O dinheiro é do governo, o Estado tem que resolver...’ e; como seu o Eu estivesse distanciado, obsrvador e impotente: ‘Que eu posso fazer?’. Talvez se nos posicionando enquanto agentes sociais, enquanto povo, enquanto pagadores de impostos, enquanto proprietários coletivos da Coisa Pública, quiçá assim, as perguntas todas feitas acima não fossem respondidas...
“Sócia de Duda sacou de conta de Valério”. É com esta manchete que a Folha de São Paulo abre hoje. Diz, ainda, na primeira página: “Zilmar Fernandes da Silveira, sócia do publicitário Duda Mendonça, aparece como sacadora de R$250 mil da conta da SMPB, agência de Marcos Valério de Souza, acusado de ser o operador do ‘mensalão’”. Bom, com essas informações, se verossímeis, estamos diante de um grande problema (óbvio). A minha primeira questão é: se pego o dinheiro, para que fins? Ademais, houve negociações ainda em campanha? Enfim, unamos as duas, por que do recebimento?
Em meio a toda essa campanha midiática de “mensalões”, malas, cuecas o governo federal tem feito de um tudo para se distanciar das acusações. Porém, se Dirceu esteve como ministro, ligado diretamente ao Gabinete Presidencial (não esqueçamos de sua função de costura política na Casa Civil), como que Lula não sabia do que acontecia em sua volta? Será que dinheiro cai do céu? Ou então, quais as atribuições do Presidente da República?
Infelizmente, não posso dar respostas, a isso já há uma CPI, para tentar obtê-las. No entanto, fica aqui minha indignação! Se o presidente Lula estiver envolvido com o esquema de pagamento de propina a deputados, será a História se repetindo. Demonstra-se-á que ainda vivemos numa democracia frágil, que o caso Collor não foi suficiente para aprendermos a vivência democrática.O problema definitivamente não é se Luiz Inácio está envolvido ou não; a grande celeuma é o tripé em que os brasileiros, muitas vezes, se impõem: Estado, Povo e Eu, como se não fôssemos parte do Povo, ‘Porque o povo é sofredor, é trabalhador...’; como se o Estado não fosse nossa representação: ‘O dinheiro é do governo, o Estado tem que resolver...’ e; como seu o Eu estivesse distanciado, obsrvador e impotente: ‘Que eu posso fazer?’. Talvez se nos posicionando enquanto agentes sociais, enquanto povo, enquanto pagadores de impostos, enquanto proprietários coletivos da Coisa Pública, quiçá assim, as perguntas todas feitas acima não fossem respondidas...

6 Comments:
Parece que eu to lendo um colunista da folha...acho que vc anada lendo muita folha, goiaba! mas escreve bem...
leia carta capital, caros amigos e brasil de fato, só pra variar, hehe
bjus
Ae goiabets!!Não vou ser monosilábica aki tá?! Como sempre vc escreveu muito bem. Independentemente dos pontos de vista do seu texto, a qualidade é inquestionável!!!Beijinhos...adoro vc!!
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Agentes sociais? No Brasil? Quem dera meu amigo. Quem dera. Isto porque estamos nos tempos de quem dá. É, você não sabia? De quem dá mais!!
E ae Goiaba! Sinto que estamos, por vias diferentes (direita- você, esquerda-eu), próximos (frase gay), já que acredito que queremos a apuração e punição rigorosa de todos os impostores corruptos (inclusos aí petistas e tucanos) que têm dominado a cena política nacional. Espero que possamos, no futuro, comemorar a prisão dos envolvidos e, então, passar a disputar numa discussão ideológica qualificada, a direção do país.
Um abraço
Mas oras, a julgar pelos comentários acima, parece que é mesmo uma regra ser "de esquerda" na universidade pública brasileira. "leia carta capital, caros amigos e brasil de fato" - belo exemplo de aspirante a jornalista, de quem se esperaria a máxima isenção político-ideológica possível. Existem numerosos exemplos de que alguns, se não todos, articulistas desses periódicos são descarados autores dos casos mais absurdos de desonestidade intelectual, seja por deturpação de fatos, apagamento da história, invenção de acontecimentos, seja por qualquer outro expediente muito mais vil. "Espero que possamos, no futuro, comemorar a prisão dos envolvidos e, então, passar a disputar numa discussão ideológica qualificada, a direção do país" - se imaginariamente se conseguir prender todos os envolvidos, o Brasil terá promovido a mais justa limpeza política da história: a extinção de vários quadros de diversos partidos e todos os políticos petistas, que sempre financiam suas campanhas com dinheiro de origem suspeita e, em governo, sempre estão achacando alguém ou novamente usando dinheiro de origem suspeita para financiar seu marketing. Se sobrar algum político, será difícil "passar a disputar numa discussão ideológica qualificada", visto que os partidos políticos brasileiros quase todos são de inspiração marxista, para dizer o mínimo, e, portanto, não seria possível debater consigo mesmo. Comentarista razoavelmente isento, no Brasil, raríssimo mas existente, é rotulado de reacionário, de direitista, quando, na verdade, não há qualquer comentarista realmente direitista ou reacionário atualmente neste país.
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